Metais raros precisam de mais reciclagem

Taxas baixas ameaçam tecnologias limpas

Planeta Sustentável

Um relatório apoiado pela ONU adverte que o setor de tecnologia verde pode ter seu crescimento ameaçado pela falta de reciclagem de metais, especialmente aqueles raros. Apenas um terço dos metais, globalmente, tem uma taxa de reciclagem de mais de 50%. "Muitas taxas são desencorajadoramente baixas, e uma sociedade de reciclagem parece nada mais que uma esperança distante", disse o relatório do Programa Ambiental da ONU (UNEP). "Isto é especialmente verdadeiro para muitos materiais raros, ingredientes cruciais para tecnologias emergentes importantes".

"Todas as tecnologias limpas - baterias, carros híbridos, magnetos de turbinas eólicas, por exemplo - dependem de metais que têm taxas extremamente baixas de reciclagem", afirmou Jacqueline McGlade, diretora da Agência Ambiental Européia (EEA). "Nós temos de melhorar isso". 


A escassez de minerais raros usados na produção de produtos de alta tecnologia e na indústria militar provocou arrepios pelo mundo quando o principal produtor mundial, a China, restringiu suas exportações. A União Européia desenvolve um programa que pode incluir a estocagem dos materiais.

O relatório da UNEP, que cobriu todos os metais, mostrou uma das taxas globaismais altas para metais para o chumbo, principalmente de baterias, em torno de 80%. As estimativas de reciclagem de ferro e aço variam de 70% a 90%. As de ouro e prata variam de mais de 90% no setor de joalheria, até menos de 15% na indústria eletrônica. "Não há virtualmente reciclagem do resto, inclusive do índio, usado em semicondutores, LEDs, equipamentos médicos avançados de imageamento e na indústria fotovoltaica", afirma a UNEP. 


"A história é semelhante para metais como telúrio e selênio, usados para células solares de alta eficiência, e neodímio e disprósio, usado em magnetos de turbinas eólicas - assim como lantânio de baterias de carros híbridos e gálio de LEDs", diz o relatório. "O que a Europa consome?", pergunta McGlade, da EEA.

"São números grandes, cerca de 16 ou 17 toneladas por pessoa por ano. Cerca de quatro vezes o consumo africano, três vezes o da Ásia, mas apenas metade do consumido na Austrália, Canadá e EUA", informa ela, segundo o International Business Times.
Postar um comentário

Postagens mais visitadas