Barra da Tijuca tem mais uma mortandade de peixes em lagoa

Moradores de boa parte do bairro estão sofrendo com o mau cheiro

Alessando Lo-Bianco - O Globo

Mais uma vez uma mortandade de peixes está causando transtornos aos moradores da Barra. Agora, o problema é na Lagoa da Tijuca. De acordo com o biólogo Mário Moscatelli, que presta serviços a vários condomínios do bairro, só de quarta a sexta-feira, 2,5 toneladas de peixes mortos de diferentes espécies foram removidas por sua equipe.

- O vento forte e a ressaca revolveram o fundo das lagoas, liberando gases nocivos à saúde e ao meio ambiente, como o metano e o sulfídrico, provenientes do esgoto - disse.

Nas margens das lagoas, milhares de peixes podem ser vistos em estado de decomposição. Por causa do problema, moradores têm sofrido como  mau cheiro. Joseph Farsoun, que vive no condomínio Península Barra da Tijuca, bem ao lado da lagoa, contou ontem que a situação piora de madrugada, quando a maré está baixa.

- As pessoas estão tendo dor de cabeça, náuseas, vômitos e problemas respiratórios - disse ele.

O mesmo problema ocorreu na Lagoa de Marapendi em fevereiro. Na época, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) afirmou que a causa mais provável para o problema era uma alteração das condições hidrodinâmicas da lagoa, provocada pela entrada de frentes frias.

Mas, para Moscatelli, só existe uma solução para o problema, que poderá se agravar nos próximos anos.

- É necessário que o despejo de esgoto nas lagoas e nos canais seja interrompido imediatamente. Precisamos construir unidades de tratamento. Como o problema ocorre há anos, é urgente a realização de uma dragagem. O cheiro já pode ser sentido na Ponte da Joatinga, por todo o Jardim Oceânico, em Jacarepaguá e outros pontos onde teremos os Jogos Olímpicos de 2016 - alertou.

O Inea informou que enviará técnicos amanhã à região para analisar o problema.
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