Fortes chuvas matam 16 na Europa

República Tcheca tem pelo menos 4 desaparecidos.
Alemanha tem milhares de desalojados; Polônia também foi afetada.

 

Do G1, em São Paulo

As fortes chuvas que atingem a Europa já mataram 16 pessoas até esta quinta-feira (6).

As mortes ocorreram na República Tcheca (8), na Alemanha (5), na Áustria (2) e na Eslováquia (1).

Rios subiram, provocaram alagamentos e deixaram desalojados em várias regiões.

Embora em algumas das regiões mais afetadas o alarme comece a diminuir, outras ainda estão à espera do pior.

Na Alemanha, a situação adquire uma aparência dramática pois, além de todas as áreas que já ficaram alagadas, como grande parte da Baviera, agora se espera que a cheia dos rios atinja também o norte do país.

As previsões apontam que os rios Elba, Spree e Neisse aumentarão consideravelmente seu volume d'água o próximo fim de semana, sobretudo na Baixa Saxônia e Brandemburgo, de modo que a situação dos dias seguintes ainda pode ser crítica.

Enquanto isso, na Baviera, apesar dos níveis das águas caírem sensivelmente, os trabalhos de limpeza e reparação de danos são confusos, apesar dos milhares de voluntários e soldados que estão colaborando.

Na República Tcheca, mais de 7.000 famílias continuavam sem eletricidade, gás e calefação, segundo a Rádio Praga.

Cerca de uma centena de localidades estão total ou parcialmente alagadas na região de Boêmia noroeste.

A região de Usti nad Labem, na fronteira com a Alemanha, é uma das mais afetadas e continua em estado de emergência. O nível do rio Elba alcançou esta madrugada seu ponto crítico, com um volume de até 10,7 metros.

Mais de 11 mil pessoas teriam que ser desalojadas nas últimas horas. Há previsões de que aqui o Elba continue subindo até atingir seu nível máximo, de 11,5 metros.

O Ministério da Saúde tcheco advertiu que as enchentes poderiam causar doenças infecciosas na população, e preparou as reservas de vacinas contra tétano e icterícia de tipo A e B.

Em outros países, como a Eslováquia, as autoridades decidiram aumentar o número de soldados para que vigiem as áreas mais críticas dos transbordamentos.

O nível do Danúbio em Bratislava se situava esta manhã em torno dos 10,24 metros, segundo a agência eslovaca TASR.

Apesar de algumas áreas urbanas já estarem alagadas, como o Jardim Botânico e a parte inferior da Universidade Comenius, os responsáveis públicos asseguram que a capital deveria poder resistir, com as medidas de proteção, a alta das águas.

O Danúbio, que com seus 2.857 quilômetros é o segundo rio mais longo da Europa (depois do Volga), não só causou estragos na Alemanha, Áustria e Eslováquia.

Na Hungria, começaram as evacuações em várias localidades situadas em suas margens e cerca de 250 pessoas foram afetadas.

O governo húngaro mobilizou o Exército para que, junto com milhares de voluntários, avançou nas tarefas de prevenção.

Os alarmes também soaram na Romênia, último país pelo qual flui o Danúbio antes de desembocar no Mar Negro, perante o risco de inundações durante a semana que vem.

O Ministério do Meio Ambiente romeno advertiu que as previsões apontam para que entre 13 e 15 de junho o volume do Danúbio superará as chamadas "cotas de defesa", ou seja, o nível a partir do qual o rio transborda
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