Sesau confirma primeiro caso de febre chikungunya em Roraima

Confirmação foi feita nesta segunda-feira (1º) durante entrevista coletiva.
Outros dois casos suspeitos estão sendo investigados, conforme Sesau.


Com informações da TV Roraima

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) confirmou nesta segunda-feira (1º), em entrevista coletiva, o primeiro registro de febre chikungunya em Roraima e decretou alerta máximo para a doença. Outros dois casos suspeitos estão sendo investigados. O resultado positivo é de uma moradora do bairro Cidade Satélite, na zona Oeste de Boa Vista, que viajou recentemente para a Venezuela.

"O resultado chegou para nós na sexta-feira (29), quando houve a confirmação. Há ainda uma criança, que viajou com a mulher infectada. Estamos acompanhando, pois ela teve a mesma sintomatologia. Um terceiro caso, notificado agora há pouco no HGR [Hospital Geral de Roraima], é de mais uma pessoa que também esteve na Venezuela e está sendo investigado", disse o diretor em exercício do Departamento de Epidemiologia, Joel Lima.

Os três pacientes são moradores do Cidade Satélite e teriam contraído a doença no país vizinho. De acordo com a Sesau, ainda não foi notificada nenhuma transmissão do vírus ocorrida em Roraima, mas o risco é considerado alto.

"Risco sempre há porque existem as condições para a transmissão, como a presença do vetor, alta densidade de vetores, presença de criadouros. Por isso a gente incentiva a população a aderir à retirada dos criadouros, na limpeza do quintal", ressalta o técnico do Centro de Vigilância em Saúde, Rodrigo Brasil.

A transmissão do chikungunya é feita pelo mosquito da dengue. Quase todos os municípios do estado estão com infestação do Aedes aegypti acima do tolerado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%. A capital está com mais de 8%.

"Precisamos muito que a população dos municípios e os gestores municipais, nesse momento, façam uma reavaliação, verifiquem o contingente de agentes de endemias e de saúde da família, de insumos, se há inseticidas suficientes, óleo de soja, pois a Saúde não consegue controlar a dengue e nem a chikungunya se não houver o envolvimento de outras secretarias, tanto da prefeitura quanto do estado, e principalmente o envolvimento da população", alertou Joel Lima.


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