Sistema de processamento de água radioativa de Fukushima volta a falhar

Problema ocorreu em um dos três circuitos de filtragem da água.
50 mil pessoas ainda não podem voltar para casa após acidente nuclear.


EFE

A usina nuclear de Fukushima, no Japão, voltou a desativar temporariamente seu sistema de descontaminação de água radioativa devido a uma nova falha técnica, informou a operadora da central, Tokyo Electric Power (Tepco).


Foto de 15 de abril deste ano mostra local onde é bombeada a água subterrânea na usina nuclear de Fukushima, no Japão (Foto: Japan Pool/Jiji Press/AFP)Foto de 15 de abril deste ano mostra local onde é bombeada a água subterrânea na usina nuclear de Fukushima, no Japão. (Foto: Japan Pool / Jiji Press / AFP Photo)

A falha aconteceu em um dos três circuitos do chamado ALPS (Sistema Avançado de Processamento de Líquidos), que já foi parcialmente desligado em várias ocasiões nos últimos meses por problemas como a corrosão causada pela radiação.

Os técnicos detiveram temporariamente o circuito na sexta-feira (26) e o voltaram a reativar no mesmo dia após substituir alguns dos filtros de processamento, onde acreditam que aconteceu a falha que impedia uma correta depuração, segundo a emissora estatal "NHK".

O Sistema Avançado de Processamento de Líquidos retira da água usada para esfriar os reatores de Fukushima 62 tipos de materiais radioativos, com exceção do trítio.

Com este sistema, a Tepco prevê ter limpado, até março de 2015, toda a água armazenada em mais de mil contêineres distribuídos pelas instalações de Fukushima.

Para acelerar este processo, a operadora planeja empregar duas novas instalações similares de tratamento de água, uma delas com maior capacidade que o atual ALPS e que já está construída e em fase de testes.

Em Fukushima Daiichi estão armazenadas 360 mil toneladas de água altamente radioativa esperando para ser processadas.

Uma vez que o ALPS esteja plenamente operacional, será capaz de depurar 750 toneladas de água a cada dia, segundo dados da operadora.

A acumulação de água radioativa na usina é um dos principais desafios para poder desmantelar os reatores que foram danificados pelo terremoto de 11 de março de 2011 e o tsunami posterior, uma operação que acredita-se que durará três ou quatro décadas.

O terremoto e o tsunami de 2011 provocaram na central de Fukushima o pior acidente nuclear desde o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e ainda hoje 50 mil pessoas que viviam em torno da usina seguem sem poder retornar a suas casas devido à radiação, que afetou também a agricultura, a pecuária e a pesca local.


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