Confirmado o primeiro caso de chikungunya em Minas Gerais

Informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de MG.
Ministério da Saúde confirmou 173 casos da doença em todo o país.


Raquel Freitas
Do G1 MG

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou o primeiro caso de febre chikungunya dentro do território mineiro. A paciente é uma mulher, de 48 anos, moradora da cidade de Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Os sintomas começaram a se manifestar no dia 27 de agosto, e o caso foi confirmado mais de um mês depois. Na última sexta (10), uma equipe da SES esteve na casa da paciente que estava com dores nas articulações. Segundo o órgão, ela não viajou para regiões endêmicas. Portanto, é provável que a mulher tenha contraído a doença em Matozinhos. A febre chikungunya foi confirmada por exames feitos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Segundo a coordenadora Programa Estadual de Controle da Dengue, Geane Andrade, medidas foram tomadas para conter o avanço do vírus na cidade. "Primeiro lugar, foi feita a investigação epidemiológica do caso para caracterizar o risco e planejar as ações. As ações, então, são o envio de força tarefa ao município de Matozinhos e também as ações de controle vetorial, como carro de UBV [fumacê], para que seja minimizando o risco de transmissão para a população", destacou.

De acordo com a SES, há uma possibilidade que o vírus tenha chegado a Matozinhos durante um evento, que contou com a participação de pessoas de diversos estados, inclusive da Bahia, onde há casos confirmados.

A secretaria ainda investiga cinco casos suspeitos nas cidades de Montes Claros, Contagem, Belo Horizonte, Viçosa e Coronel Fabriciano. Segundo Geane, estes municípios também já estão recebendo atenção especial. “Através das Superintendências Regionais de Saúde, os técnicos do estado fizeram as mesmas atividades que fizeram em Matozinhos nestes outros municípios”, diz.

Segundo a coordenadora do programa, um dos vetores da chicungunya é o mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A doença também pode ser transmitida pelo Aedes albopictus, mais comum em áreas rurais. Geane ainda ressalta que os sintomas são, inicialmente parecidos, mas, no caso de contaminação por chicungunya, há maior intensidade de dor.

Devido à semelhança entre as doenças, as campanhas publicitárias que visam ao combate à dengue também vão buscar a prevenção da chicungunya em Minas Gerais. “O recado para a população, as orientações são exatamente os mesmos [...] É importantíssimo que, neste momento os depósitos de água sejam muito verificados e cuidados [sejam tomados] dentro de casa”, diz.

Geane afirma que o estado está em alerta máximo. "Nós trabalhamos com grande risco de transmissão, principalmente, pelos fatores que a gente tem. A transmissão se dá pelo mesmo vetor que transmite dengue, e que é um vetor que está amplamente distribuído no nosso estado, além do [Aedes] albopictus, que está distribuído em diversos municípios. Além dessa questão nós temos a suscetibilidade de toda a população, toda a população suscetível a um vírus que nunca circulou no nosso meio. E, além dessa questão, municípios perto da fronteira com o estado da Bahia, que já tem transmissão comprovada e autóctone. Isso nos deixa em alerta máximo", afirma. Na próxima semana, cerca de 250 médicos serão capacitados em Minas e, no fim do mês, o estado vai lançar um plano de contingência.

De acordo com a última atualização do Ministério da Saúde (MS), divulgada no dia 9 de outubro, 173 casos internos da doença foram registrados em território nacional, sendo 156 na Bahia e 17 no Amapá.

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