Cantareira cai 0,2 ponto percentual após segunda-feira sem chuvas

Nível estava há sete dias sem ter queda de 0,2 pontos percentuais.
Alto Tietê também teve queda de 0,2 pontos; Guarapiranga caiu 0,4.


Do G1 São Paulo

O nível do Sistema Cantareira caiu 0,2 ponto percentual nesta terça-feira (11) após mais um dia sem chuvas na região dos reservatórios. O índice registrado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) foi de 11,1%, já contando a segunda cota do volume morto. Alto Tietê e Guarapiranga também caíram.



Uma queda de 0,2 ponto não ocorria no Cantareira há sete dias. No dia 2 de novembro, o nível dos reservatórios havia recuado de 12,1% a 11,9%. De lá pra cá, foram seis quedas de 0,1 ponto e uma estabilização - o nível se manteve o mesmo do dia 3 para o dia 4.

Até agora, choveu 61,6 mm em novembro no Cantareira. O acumulado, entretanto, não foi suficiente para evitar as constantes quedas no nível do sistema.

As represas continuam secando porque parte da água evapora por causa do forte calor ou vai para a vegetação antes de chegar ao sistema.

Alto Tietê e Guarapiranga

Os segundo e terceiro maiores sistemas de abastecimento da Grande São Paulo também tiveram queda em seus níveis na medição desta terça.

O nível do Alto Tietê recuou de 8,2% para 8%, após dia com pouca chuva: apenas 0,1 milímetro.

Já o Guarapiranga teve queda de 0,4 ponto percentual. O sistema segue caindo e foi de 36,4% para 36% após segunda-feira sem registro de chuvas nos reservatórios.

Veja a situação em outros sistemas:

- No Alto Cotia, o nível passou de 30,3% para 30,1%
- No Rio Grande, regrediu de 66,8% para 66,5%;
- O sistema Rio Claro recuou de 38,5% para 37,7%.

Alckmin pede 3,5 bilhões

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou na segunda (10), após reunir-se com a presidente Dilma Rousseff, que o estado precisará de R$ 3,5 bilhões para a construção de oito "grandes" obras que servirão a partir de 2015 para o enfrentamento da crise do abastecimento de água na região.

“O que nós propusemos ao governo federal foram novas obras, oito obras, e o valor dessas obras será de R$ 3,5 bilhões, o orçamento total das obras. […] O governo de São Paulo precisará do máximo que [o governo federal] puder. Pode ser recurso a fundo perdido, do Orçamento Geral da União, ou pode ser financiamento, e nós temos uma boa capacidade de financiamento,” disse o governador.

De acordo com Alckmin, um grupo de trabalho foi criado para que a União e o governo estadual possam se reunir para discutir como se daria o repasse dos recursos federais a São Paulo, para quais obras e os valores. O colegiado, segundo afirmou, se reunirá na próxima segunda-feira (17) pra discutir o assunto.

'Repasse depende de estudos'

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, não confirmou se o governo federal irá repassar toda a verba pleiteada por São Paulo. Segundo ela, o valor dependerá dos estudos a serem apresentados na semana que vem sobre cada uma das obras.

“Não se discutiu o montante de recursos nessa reunião. Muito comum a presidente dizer que depende da importância das obras a serem realizadas. Se, nessa conversa direta, estiverem claras as importâncias dessas obras, poderemos até apoiar tudo, mas isso vai depender dessa discussão”, disse Miriam.

Geraldo Alckmin apresentou as oito obras que são necessárias para a região: interligação dos reservatórios Atibainha e Jaguari; construção de dois reservatórios em Campinas; adução dos reservatórios; Estação de Produção de Água de Reuso (EPAR) Sul de São Paulo; EPAR Barueri; interligação do Jaguari com o Atibaia; interligação do Rio Grande com o Guarapiranga; e poços artesianos no Aquífero Guarani.

A jornalistas, Alckmin afirmou no Palácio do Planalto ter apresentado à presidente, além das oito obras necessárias para o estado, os sete sistemas de abastecimento de água existentes na região. Segundo o governador, duas obras devem ser entregues em 2015 e as demais, em até três anos.

O governador voltou a afirmar que não há racionamento de água na região e que o abastecimento está garantido para o ano que vem. “Não há esse risco [de racionamento]. Nós já temos repetido isso desde o início do ano, nós temos em São Paulo um sistema extremamente forte e nós nem entramos na segunda reserva técnica do Cantareira”, afirmou.


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