Nível do Cantareira volta a cair após um dia de estabilização

Com índice em 11,8%, apelo pela economia de água continua.
Níveis de Alto Tietê e Guarapiranga também registraram queda.


Do G1 São Paulo

O nível do Sistema Cantareira voltou a cair nesta quarta-feira (5) após um dia de estabilização. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) registrou índice de 11,8% nesta manhã, 0,1 ponto percentual a menos que o registrado na terça (4).

Na terça-feira (5), o nível permaneceu estável em relação à medição do dia anterior: 11,9%.

Após um fim de semana e uma segunda-feira com chuvas, as precipitações perderam força na região do Cantareira.

Com precipitação de 3,6 milímetros, o nível caiu novamente, mas abaixo da média dos últimos meses, que é de 0,14 pontos por dia.

Os números da Sabesp mostram que a escassez das chuvas já é menos crítica. Nos primeiros cinco dias de novembro já choveu mais que durante os 31 dias de outubro: 43,2 milímetros contra 42,5 milímetros no mês anterior. O apelo pela economia de água, no entanto, continua.

O nível de 11,8% já conta com a segunda cota da reserva técnica do sistema, que ainda não está sendo utilizada segundo a Sabesp. Sem isso, o atual índice estaria em 1,1%.

Sequência interrompida

A estabilização no nível do Cantareira, que se manteve em 11,9% de segunda para terça, interrompeu uma sequência de quedas no nível que já vinha desde 27 de setembro.

O volume acumulado nos reservatórios só caia há 38 dias. Apesar disso, o nível não sobe há 203 dias. A última vez que isso ocorreu foi em 16 de abril, quando o nível subiu de 12% para 12,3%.

O Cantareira sofre, desde então, com constantes quedas e poucos dias de estabilização. O ritmo de baixa, nesse período de 203 dias, é de 0,14 ponto percentual por dia. No último dia de acréscimo, choveu 27,1 milímetros. Não haviam ainda sido incorporadas as cotas do volume morto.

Alto Tietê e Guarapiranga

Os níveis de Alto Tietê e Guarapiranga também registraram queda nesta quarta-feira (5), segundo a Sabesp.

No Alto Tietê, o índice foi de 8,7% para 8,6%, com chuva fraca de 3,4 milímetros na região dos reservatórios.

Já no Sistema Guarapiranga, a chuva veio, mas não impediu uma nova queda de 0,4 ponto percentual. O nível foi de 37,9 para 37,5 mesmo com uma precipitação de 12,2 milímetros.

O nível do Alto Tietê só está em 8,7% porque a Sabesp realizou uma ligação entre o Alto Tietê e a represa de Biritiba. Com o rompimento de um dique, a água que estava no reservatório e não era usada no abastecimento acresceu em 1,8 ponto percentual o nível do sistema. A obra foi autorizada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Veja a situação em outros sistemas:

- No Alto Cotia, o nível subiu de 29,7% para 29,9%;

- No Rio Grande, ele se manteve em 67,9%;

- O sistema Rio Claro foi de 40,7% para 40%.

Bônus

A ampliação da faixa de bônus para quem economizar água em São Paulo começou a valer a partir de sábado (1°). A decisão, aprovada pela Agência Reguladora de Saneamento e energia do Estado de São Paulo (Arsesp), vale para as cidades das regiões metropolitanas de São Paulo, Bragança Paulista e Campinas que já eram beneficiadas com o desconto.

Os imóveis que reduzirem em 10% ou 15% terão desconto de 10% na conta. Aqueles que diminuírem o gasto entre 15% ou 20% receberão bônus 20%. O cálculo é feito em relação à média de consumo entre fevereiro de 2013 a janeiro de 2014. Desde fevereiro, os clientes que economizam 20% ou mais recebem desconto de 30% na conta de água. A ampliação do bônus faz parte das ações adotadas pelo governo para amenizar os reflexos da crise hídrica no estado.

O balanço mais recente aponta que 49% dos clientes da Sabesp tiveram o bônus porque reduziram em pelo menos 20% seu consumo. Outros 26% economizaram, mas não receberam a bonificação. Ainda de acordo com a companhia, 25% gastaram mais água do que a média.

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