Vazão do Piracicaba fica abaixo dos 5 mil litros por segundo e bate recorde

Volume de água na manhã desta quinta-feira (20) chegou a 4,93 mil litros.
Há previsão de chuvas para esta sexta (21) e para todo final de semana.


Do G1 Piracicaba e Região

O Rio Piracicaba registrou novo recorde de baixa vazão nesta quinta-feira (20). O nível do manancial que corta Piracicaba (SP) chegou a 4,93 mil litros de água por segundo às 9h40, conforme dados do sistema de medição do Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). O volume no horário foi 94,21% inferior à média histórica para novembro é o pior registrado nos últimos 30 anos pelo Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (Daee).

Rio Piracicaba registrou recorde de menor vazão nesta quinta (20) (Foto: Claudia Assencio/G1)Rio Piracicaba bate novo recorde de vazão baixa nesta quinta-feira (Foto: Claudia Assencio/G1)

O recorde de baixa do rio havia sido quebrado pela última vez em 13 de outubro deste ano, quando passavam pelo Piracicaba 5,40 mil litros de água por segundo. O valor no dia era 92% inferior à media histórica para o mesmo mês (75,20 mil litros de água por segundo).

A vazão desta quinta-feira também é muito inferior em comparação às observadas no mesmo dia do ano passado. Em 20 de novembro de 2013, também às 9h40, o Rio Piracicaba tinha 70 mil metros cúbicos por segundo. O volume mínimo de água naquele dia foi de 35 mil metros cúbicos por segundo, por volta das 0h. A menor vazão registrada em todo mês de novembro do ano passado foi de 27,56 mil litros.

Especialista

O ambientalista Ricardo Schmidt afirma que o Rio Piracicaba já vem sofrendo um processo de degradação por causa da estiagem desde 2013. “É triste olhar para ele e ver a modificação da paisagem de seu leito, com pedras aparentes”.

Ele explica que esse cenário de extremos, com períodos de baixa vazão, como a registrada hoje, e outros de aumento do volume de água com chuvas intensas, provoca graves desequilíbrios. Entre eles, a erosão das margens,com prejuízos à mata ciliar e à flora, além da mortandade de peixes, de micro-organismos e de animais que vivem no entorno.

O ambientalista lembra ainda que a situação atual é resultado da falta de preparo de órgãos gestores responsáveis e de toda a sociedade. “Deveríamos debater a questão de forma mais intensa com quem toma as decisões. A tendência, infelizmente, é a de que a curto ou médio prazo, a condição do rio ainda piore”, avaliou.

Previsão de chuvas

Conforme o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), há probabilidade de 80% de chuva para esta quinta-feira. Segundo a previsão, deve chover no final da tarde e haverá trovoadas. Para esta sexta (21) e sábado (22), a chance de chover sobe é de 90%.

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