Terremotos deixam desalojados na região central da Itália

Jornal fala que entre 2 e 3 mil pessoas passaram a noite fora de casa.
Houve desabamentos, mas não há relato de feridos; tremores continuam.


Do G1, em São Paulo

Moradores começaram a calcular os prejuízos após os terremotos que atingiram a região central da Itália, nesta quarta-feira (26). Entre dois e três mil moradores foram desalojados e tiveram que passar a noite em abrigos improvisados ou dentro de carros estacionados por toda parte, segundo o jornal italiano “Corriere dela Sera”.


Bombeiros e funcionários de emergência são vistos próximos a escombros na vila de Visso, na Itália, após terremoto atingir o local na quarta (26) (Foto: Matteo Crocchioni/ANSA via AP)
Bombeiros e funcionários de emergência são vistos próximos a escombros na vila de Visso, na Itália, após terremoto atingir o local na quarta (26) (Foto: Matteo Crocchioni/ANSA via AP)

As pessoas deixaram as casas por causa dos estragos, mas também por temer novos terremotos em Camerino, Muccia, Visso, Ussita e Castelsantangelo sul Nera, segundo a agência Efe.

Não há relato de feridos, mas um homem de 73 anos morreu após sofrer um ataque cardíaco, em Tolentino. A lembrança dos fortes abalos de agosto, que deixaram mais de 300 mortos, ainda assusta os italianos. Nesta quarta, um forte tremor foi sentido em Visso.

Na terça-feira, três terremotos, um de magnitude 5,5, outro de 6,0, e um de 4,9, atingiram a região central da Itália com cerca de quatro horas de intervalo, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Outras réplicas mais fracas foram registradas após esses tremores.

Houve desabamentos e danos na região, mas ainda não está clara a extensão dos estragos. A zona afetada fica em uma região montanhosa, com vários pequenos povoados de difícil acesso, onde é impossível circular pelas estradas devido ao desprendimento de pedras. As localidades mais próximas ao epicentro são Castelsantangelo sul Nera, Visso, Ussita e Preci, detalhou a Proteção Civil em um comunicado.

Abalos na capital

 
O primeiro terremoto, de magnitude 5,5, teve epicentro registrado a 7 quilômetros ao sudoeste de Visso e a 10 km de profundidade. O terremoto aconteceu por volta das 19h10 (15h10 em Brasília).

O segundo tremor, de 6,0, foi registrado às 21h18 (17h18, pelo horário de Brasília) 3 km ao nordeste de Visso.

Os dois tremores foram sentidos em Roma, e diversos prédios centenários foram abalados. Janelas e portas de vários edifícios foram golpeadas pelo terremoto, fazendo com que muitas pessoas abandonassem seus escritórios e domicílios. Concretos caíram de alguns prédios da capital italiana, que fica a 175 km de Visso.

Os abalos fizeram com que moradores corressem para as ruas e foram fortes o suficiente para serem sentidos na região de Nápoles, ao sul, a mais de 250 km.

O último e mais fraco abalo ocorreu pouco depois das 23h, 4 km a oeste de Visso. Com magnitude 4,9, ele provocou menos pânico que os anteriores. Assim como os outros dois, ele foi registrado a 10 km de profundidade.

Visso fica a cerca de 80 km de Amatrice, onde um terremoto de magnitude 6,2 deixou mais de 250 mortos em 24 de agosto.

Todas as indicações eram que os danos dos terremotos desta quarta não seriam próximos dos causados pelo grande tremor de agosto.

'Tivemos que sair correndo'


O brasileiro Ubiratan Farias, que está na cidade de Téramo, a cerca de 60 km do epicentro dos tremores, disse que ele e o grupo com que estava foram obrigados a sair correndo de um restaurante. "Estava num restaurante muito antigo que começou a estralar, e mandaram todo mundo sair correndo", contou ao G1, no caminho para a casa de um amigo que o hospeda.

O brasileiro disse que há muita gente abrigada em carros, pois pode haver novos tremores. Quem fica em casa, explicou, põe um copo de água sobre uma mesa para poder ver se a superfície começa a se mexer.



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