Samarco registra tremor de baixa magnitude em área de barragens

Abalo no Complexo de Germano ocorreu no dia 2 de novembro, às 15h02.
Pela 1ª vez após rompimento foi preciso adotar protocolo de segurança.


Do G1 MG

Um tremor de terra de baixa magnitude foi registrado na área das barragens da Samarco em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, às 15h02 do dia 2 deste mês, de acordo com a mineradora – cujas donas são a Vale e a BHP. A empresa informou que não houve nenhum carreamento de rejeitos em função do tremor e que as estruturas estão estáveis.


Barragem Germano é monitorada após rompimento das barragens do Fundão e Santarém em Mariana, na Região Central de Minas. (Foto: Raquel Freitas/G1)
Barragens são monitoradas em Mariana, na Região Central de Minas (Foto: Raquel Freitas/G1)

O abalo foi registrado no acelerômetro – equipamento que detecta a movimentação do solo em regiões delimitadas – instalado na área das barragens do Complexo de Germano. A ocorrência foi informada pela Rádio Itatiaia e confirmada nesta sexta-feira (11) pela Samarco. A mineradora não informou a magnitude do tremor, registrado dias antes de a tragédia de Mariana completar um ano.

De acordo com o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, o abalo teve magnitude 2,7, que é considerada baixa e não provoca danos.

Em 5 de novembro de 2015, uma das barragens do complexo se rompeu, deixando 19 mortos. Na região, tremores já haviam sido registrados, mas investigações sobre o desastre não apontam os episódios como causa. Veja a cobertura de um ano do desastre de Mariana

A mineradora informou que, após o rompimento, este é o primeiro tremor registrado que levou à adoção do protoloco de segurança. Como parte do procedimento, na data, foram evacuadas as áreas internas próximas das barragens por cerca de 1h, tempo necessário para uma inspeção visual de todas as estruturas. Após esse período, os trabalhadores que estavam no local retomaram normalmente suas atividades.

A empresa informou que as estruturas são monitoradas 24 horas. Ainda segundo a Samarco, além do acelerômetro, o monitoramento é feito também por meio de radares, via satélite, piezômetros – equipamentos que indicam o nível de água na barragem – e inclinômetros.


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