Ataques de piranhas assustam banhistas em Manaus; período de reprodução da espécie aumenta riscos

Igarapé Tarumã-Açu onde há flutuantes é região de maior número de ataques


Por G1 AM


Ataques de piranhas estão assustando banhistas que buscam diversão em balneários e flutuantes em Manaus. A região com maior incidência de casos é o Igarapé Tarumã-açu, que integra a bacia hidrográfica do Rio Negro, na Zona Oeste da capital. A vazante, quando o nível das águas reduz, coincide com período de reprodução das piranhas e é apontado como um dos fatores dos ataques.

Período de redução do nível das águas do Rio Negro coincide com período de reprodução das piranhas (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
Período de redução do nível das águas do Rio Negro coincide com período de reprodução das piranhas (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Estado Amazonas (Ipaam), o período da vazante - que iniciou em junho - coincide com época de reprodução das piranhas. Em razão disso, elas ficam mais perto da margem do rio.

Nas águas do Igarapé Tarumã-açu aconteceram os ataques recentes. A explicação é que o local tem vários flutuantes com restaurantes que servem comidas e visitantes podem estar lançando alimentos nas águas, o que acaba atraindo animais.

“Muitas das vezes, nesse ambiente onde o alimento está sendo descartado próximo dos flutuantes, banhistas ocupam esse espaço no período diurno, onde a incidência de sol é quando a piranha tem maior atividade alimentar. Como a piranha está se alimentando naquele ambiente, ela acaba tendo que proteger essa área. Muita das vezes, o homem está se banhando e acaba sendo atacado, não por ser um item alimentar da piranha, mas por estar invadido o espaço que ela está usando para se alimentar", explicou o engenheiro de pesca Daniel Bevilaqua.

A publicitária Renielle Formiga foi uma das vítimas. "Eu estava brincando com as minhas sobrinhas quando fui surpreendida pela mordida da piranha", relatou à Rede Amazônica.

Em alguns balneários, o número de placas informativas orientando sobre riscos aumentou para alertar os visitantes.

Em caso de ataque de piranha, o médico Romes Proença, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), orienta que o banhista saia da água, lave o ferimento e procure atendimento médico.

"A primeira conduta ao ser atacado é sair da água e tentar sinalizar o mais rápido possível o acidente para que outras pessoas não se acidentem", disse.

O médico alerta, ainda, que o ferimento deve ser lavado apenas com água. "Não se passa detergente, mertiolate, pasta de dente e nenhum outro produto. Você pode comprimir o local com gaze, alguma toalha ou algum pano limpo para evitar sangramentos e levar a unidade de saúde o mais rápido possível. Não procurar assistência aumenta o risco de tétano e infecção", disse o médico.

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