Mais de 100 elefantes foram abatidos em 2017 por caça ilegal em Moçambique

Pelo menos 110 elefantes foram abatidos desde em janeiro na Reserva do Niassa, no norte de Moçambique, devido à caça ilegal, o que reduziu em mais da metade a população deste animal desde 2016, informou nesta segunda-feira à Agência Efe tal zona de conservação.


EFE

Três elefantes foram mortos na semana passada nesta reserva, o que se soma aos 107 achados mortos desde em janeiro, alertou a porta-voz da Aliança para a Conservação do Niassa, Colem Begg.


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Elefantes abatidos | Reprodução

Caçadores ilegais especializados e equipados com metralhadoras e armas de alta precisão não encontram resistência nos poucos guardas que usam escopetas para proteger 42 mil quilômetros quadrados de reserva, a maior área de conservação de Moçambique que faz fronteira com a Tanzânia ao longo de 300 quilômetros.

Na semana passada, outros 14 elefantes foram abatidos para ter o marfim arrancado, segundo a Aliança, uma ONG que vigia um terço da reserva.

A população de elefantes de Niassa em 2016 era de 3.675, segundo um censo aéreo governamental, que passou agora a ser de entre 1.200 e 1.600 espécies em toda a área de Conservação, segundo um cálculo recente da reserva.

A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), entidade estatal responsável pela conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentado do ecoturismo, confirmou que até o terceiro trimestre deste ano tinham sido encontrados 59 esqueletos de elefantes.

A ANAC aumentou o número de elefantes mortos em todas as áreas de conservação de Moçambique até 271 este ano, embora assegure que o número real pode ser maior.

Ao longo deste ano no qual o massacre de elefantes aumentou, só um caçador ilegal foi detido no Niassa.

Moçambique é um dos países mais atacados pelos caçadores ilegais, que fazem parte de uma rede organizada que envolve autoridades policiais e alfandegárias, e trafica marfim para países como a China.

Embora não haja registros de quanto marfim foi apreendido, toneladas de presas de elefante foram expropriadas na Ásia em contêineres procedentes de Moçambique.

Dados recentes da Agência de Investigação Ambiental (EIA por sua sigla em inglês) indicam que entre janeiro de 2010 e setembro de 2017 foram expropriadas 29 toneladas de marfim relacionado com Moçambique.


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