Brasil gerou 1,5 milhão de toneladas de lixo eletrônico em 2016, diz estudo

Mas nem tudo vai para o lixo: num site que negocia artigos usados, o segmento de eletroeletrônicos cresce 11% ao ano.


Jornal Nacional

Na hora de descartar uma lâmpada queimada, é muito comum ter o cuidado de envolver com jornal, por exemplo, para evitar que a pessoa responsável pela coleta do lixo se machuque. Todo mundo sabe o que fazer para se livrar dela.

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Reprodução

Mas, e quando o lixo é um aparelho eletrônico ultrapassado, que foi substituído por um novo?

O micro-ondas novo chegou e o velhinho está à espera de um futuro incerto. Mas ele não está sozinho.

“Esse daqui meu filho era nenê e eu dei para ele. Esse daqui ganhei do meu irmão, tem apego. Esse daqui marcou momentos incríveis da minha vida quando fazia bastante vídeo”, relembra a atriz Silvia Malanzuk.

Quando a gente olha para as coisas que tem em casa, normalmente faz uma viagem no tempo. Lembra, por exemplo, de quando comprou aquele primeiro computador, o monitor, aliás, com o tempo, foi ficando magrinho. Lembra também das câmeras fotográficas, inclusive das digitais, das filmadoras.

Bom, hoje em dia, o celular substitui tudo isso, mas nem sempre foi assim porque os primeiros modelos eram bem mais simples. O avanço da tecnologia transformou tudo em memória. E, muitas vezes, a gente não sabe o que fazer com os aparelhos antigos.

Objetos que um dia custaram um dinheirão, muitas vezes, acabam reduzidos a pó. Uma pesquisa mostra que, em 2016, o Brasil gerou quase 1,5 milhão de toneladas de lixo eletrônico, 36% do total produzido na América Latina.

“Na medida que vai aumentando o PIB, vai aumentando o consumo de computadores e bens de informática. Outro fato também interessante é que o Brasil é o oitavo pais do mundo em acesso à internet”, diz Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do Laboratório de Sustentabilidade USP.

Internet


Nessa vitrine podemos ver que o celular da gente, por exemplo, ficou ultrapassado antes mesmo de cair a última prestação. Mas também é o lugar onde modelos antigos vendem como água.

Num site que negocia artigos usados, o segmento de eletroeletrônicos cresce 11% ao ano.

“A gente está vendo que o brasileiro está cada vez vendendo mais itens usados, em vez de usar isso para descarte”, explica Marcos Leite, vice-presidente executivo do site.

Mas não pode ser jogado em qualquer lugar, o ideal é procurar uma cooperativa que faz a triagem de lixo eletrônico e revende as peças.

“Todo material eletroeletrônico tem que ser descartado num local que tenha licença ambiental para trabalhar. Se descartar incorretamente vai estar poluindo o meio ambiente”, diz Alex Pereira, presidente da Coopermiti.

Na verdade, o que virou sucata, esquecida em casa, vale dinheiro mesmo desmontada. Ferro, cobre, alumínio, plástico, até o último parafuso, tudo tem seu preço.

O que pode dar aquele empurrãozinho que faltava para você se livrar, de forma consciente, do que não serve mais para a nada.

“Se a gente não descartar isso corretamente, volta para a gente de outras maneiras. A filmadora, o walkman, a maquininha, o monitor, se quiser comprar, eu te vendo”, brinca Silvia.

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