Apenas 10% das terras protegidas estão totalmente livres da atividade humana, diz estudo

Levantamento publicado na 'Science' nesta quinta-feira (17) mediu atividade humana em terras sob proteção ambiental; um terço está sob forte ameaça.


Por G1

Um terço da terra protegida está sob intensa pressão humana por processos que incluem a construção de estradas, a agricultura e a urbanização, mostra estudo publicado na "Science" nesta quinta-feira (17). O levantamento fez uma avaliação do impacto da atividade humana em terras protegidas -- a última análise dessa escala, segundo autores, foi feita em 1992.

Algumas áreas protegidas têm atividade humana limitada, desde que convivam preservando a biodiversidade e o equilíbrio ecológico (Foto: Ascom MPF/MS)
Algumas áreas protegidas têm atividade humana limitada, desde que convivam preservando a biodiversidade e o equilíbrio ecológico (Foto: Ascom MPF/MS)

De todas as terras sob proteção, 33% estão sob intensa atividade humana -- enquanto 42% estão livre de pressões mensuráveis. Apenas 10% dessas terras estão totalmente livres de atividade humana -- mas a maior parte da área está em terras remotas, como em regiões da Rússia e do Canadá.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Naureza, método adotado pela ONU e a Convenção sobre a Diversidade Biológica, uma área protegida deve manter a integridade ecológica e condições naturais; nesse sentido, espécies e seus habitats devem se manter protegidos da ação humana para que processos ecológicos e evolutivos se mantenham.

"Há uma clara relação entre atividade humana e o declínio da biodiversidade", escreveram os autores.

Eles defendem, no entanto, que há cenários em que a atividade humana pode conviver com a biodiversidade -- como em algumas combinações menos extensivas de agricultura.

Um outro ponto a se considerar é que a atividade humana não responde por toda a pressão que se coloca na natureza -- outros fatores, como a mudança climática também interferem no equilíbrio ecológico de áreas sob preservação.

Outra pesquisa publicada na mesma edição da 'Science' desta quinta-feira (17) mostrou que até 2100, muitas espécies de plantas e vertebrados perderão seus habitats se o aquecimento global chegar a mais de 2º C -- o maior impacto será sentido para os insetos, que perderão 18% de suas faixas de ambiente naturais.

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