Os ataques mortíferos de elefantes no campo de refugiados mais densamente povoado do mundo

Animais já mataram 12 moradores rohingya e destruíram dezenas de casas; assentamento atravessa rota centenária de migração


BBC

Ataques com elefantes vêm acontecendo com cada vez mais frequência no campo de refugiados rohingya em Bangladesh.

Ataques mortíferos de elefantes assustam campo de refugiados mais densamente povoado do mundo (Foto: BBC)
Ataques mortíferos de elefantes assustam campo de refugiados mais densamente povoado do mundo (Foto: BBC)

É o maior e mais densamente povoado assentamento do tipo do mundo. Os elefantes já mataram 12 refugiados e destruíram dezenas de casas.

Imagens de um cinegrafista amador mostram um desses animais vagando enfurecido dentro do campo.

O filho da refugiada Monu Ara foi um dos mortos; ele tinha apenas dez anos.

"O elefante o esmagou. Meus filhos são minha única fonte de alegria. E agora perdi um filho", diz ela.

"Pedi a ele que fosse à escola, mas ele queria brincar com seus amigos. Seu irmão mais velho o viu e lhe pediu que fosse estudar", acrescenta.

No caminho, o elefante atacou e matou Foyas, pisoteando-o até a morte.

Os campos atravessam uma rota centenária de migração de elefantes. Perdidos, os animais acabam ficando confusos e assustados, adotando um comportamento agressivo. Nenhum elefante morreu até agora.

A ONU está instalando torres de observação e treinando pessoas para evitar mais tragédias.

O objetivo da medida é proteger tanto os refugiados quanto os elefantes. Desde agosto de 2017, segundo a ONU, mais de 670 mil rohingyas já fugiram de Myanmar em direção a países vizinhos, sobretudo Bangladesh, onde são perseguidos e assassinados.

A limpeza étnica desencadeou uma das maiores crises humanitárias do século 21.

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