Cientistas descobrem sinais de futura catástrofe global no Ártico

Cientistas do Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Polar e Marinha (AWI) da Alemanha, chegaram à conclusão que o derretimento do permafrost na costa do mar de Okhotsk aumenta o efeito estufa e o aquecimento global, relata o EurekAlert!.


Sputnik

Os pesquisadores analisaram sedimentos marinhos ao longo da costa oriental do mar de Okhotsk, cuja idade atingiu 11,5, 14,6 e 16,5 mil anos. Sabe-se que naqueles tempos, coincidindo com o fim da última era de glaciação, houve aumentos repentinos de concentração de dióxido de carbono na atmosfera da Terra, mas suas causas permaneceram desconhecidas.

Amanhecer na costa do mar de Okhotsk
Mar de Okhotsk © Sputnik / Sergei Krasnoukhov

Descobriu-se que os depósitos continham resquícios de plantas que desciam ao leito do mar. A massa orgânica era milhares de anos mais velha do que as rochas circundantes, o que indicava que as rochas foram liberadas durante o derretimento do permafrost e caíram nos rios.

Aproximadamente 11,5 e 14,6 mil anos atrás, quando houve um derretimento intenso das geleiras, o nível do mar subiu cerca de 20 metros em apenas alguns séculos. Isto, por sua vez, levou a uma erosão significativa do permafrost costeiro no mar de Okhotsk e na parte norte do oceano Pacífico.

No entanto, o derretimento do permafrost também levou a um aumento do efeito estufa devido à liberação de um grande volume de dióxido de carbono. Esse composto químico é formado na criolitozona em consequência da decomposição bacteriana de uma enorme quantidade de biomassa (principalmente restos de plantas) contida no solo congelado.

Os resultados da modelagem computacional confirmaram que a erosão contribuiu para um aumento de 50% no nível de gases do efeito estufa na atmosfera entre 11 a 14 mil anos atrás e em 25% há 16 mil anos.

Segundo os cientistas, no momento, este cenário está sendo implementado repetidamente. A costa do Ártico está se deteriorando rapidamente e, em alguns lugares, o litoral se parte a uma velocidade de 20 metros por ano. O fato é que, até agora, a influência da erosão do permafrost nos modelos climáticos tem sido subestimada.

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